NOVOS TEMPOS
Com o golpe militar de 1964, a ADVB abriu espaço para
segmentos econômicos e políticos se expressarem livremente. No final dos anos
60, mantinha sede na Alameda Santos, passando, no começo da década de 70, para
a Avenida Rebouças. Se nos anos 60 a ADVB viveu momentos difíceis com o golpe
militar, a década de 70, do "Milagre Econômico", foi rica em atividades, com a
participação da associação em congressos nacionais e internacionais, como forma
de incentivar a força da livre iniciativa.
Em 1971, é instituído o
Top de Marketing, com a finalidade de premiar os melhores e mais bem resolvidos
casos mercadológicos. Paralelamente, a ADVB criou o inusitado (na visão de
hoje) Curso para Esposas de Executivos, procurando integrar as mulheres dos
empresários ao meio em que eles trabalhavam, diminuindo, assim, a distância
entre as realidades em que marido e mulher viviam. Em setembro de 1973, a ADVB
recebe do governo do Estado de São Paulo o título de "Utilidade Pública". Dois
anos depois, a municipalidade paulista faz o mesmo.
No final da década de 70, a crise econômica começava a deixar suas marcas no
País, com inflação galopante. Depois de um dia inteiro de trabalho, os
diretores da ADVB iam até a entidade dispostos a transmitir suas experiências,
contribuindo cada um à sua maneira. José Zetune, presidente da ADVB de 1973 a
1978, conta que a inflação devorava as reservas da entidade, que tinha custos
fixos e não podia aumentar as receitas de uma hora para outra. A saída foi
desenvolver a área cultural e aumentar o quadro associativo.